MENU

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

CRISE EM CURVA


Por Jason Black
1. Cenário clássico: você está passeando tranquilamente, deitando nas curvas,
 numa tocada controlada, quando numa curva cega você dá de cara com uma 
poça dágua, poeira ou outra sujeira qualquer bem no seu caminho. O que fazer?
 Neste caso, o motociclista viu a sujeira mas já está comprometido com o traçado 
da curva que está fazendo e com o ângulo respeitadamente inclinado da moto. 
Este motociclista foi capaz de ver a sujeira por que ele estava olhando bem no
 fim da curva. Certifique-se que você “não pilote a roda dianteira”, neste caso ,
 limitando seu campo de visão e diminuindo a quantidade de tempo disponível para
 reagir à certas situações. Não importa se é água ou sujeira, não é uma boa idéia 
passar no meio dela com a moto muito inclinada. Uma vez identificado o obstáculo
 – antes de chegar nele, é claro – aumente a inclinação da moto para fechar mais a
curva. Isto lhe dará mais espaço para trabalhar mais à frente dentro da curva.
2. Antes
de atravessar a sujeira, levante a moto na vertical (ou pelo menos, o 
menos deitada possível). Se necessário aperte os freios antes, certificando-se de 
frear o suficiente e soltar o freio antes de passar pelo asfalto escorregadio.
3. Tente, a qualquer custo, evitar frear dentro da área problemática. Sem a menor 
sombra de dúvida, é mais seguro atravessar o asfalto escorregadiocom o 
acelerador um pouco aberto do que apertar os freios por menor que seja a pressão.
4. Uma vez passada a área problemática, incline a moto de novo na curva para
 evitar abrir demais o seu traçado, que poderá levá-lo a atravessar
para a pista de tráfego oposto ou mesmo fora da pista ou acostamento. É uma
 boa idéia praticar estes passos em uma crise imaginária quando na verdade 
não haverá nada em jogo. Apenas lembre-se: quando a coisa realmente acontecer,
 não entre em pânico. Movimentos firmes e bem pensados o colocarão no caminho
 certo sem que levante muito sua freqüência cardíaca.
Este artigo foi publicado originalmente no exemplar de Junho de
1995 da revista Sport Rider














Nenhum comentário:

Postar um comentário